Pequenas empresas aderem ao comércio eletrônico
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O faturamento do comércio eletrônico no primeiro semestre de 2006 chegou a aproximadamente R$ 1,8 bilhão, segundo a 14ª edição do Web Shoppers, estudo que acompanha a evolução dos bens de consumo.
Em todo o mundo, as empresas buscam novas formas de otimizar a produção, comercialização e distribuição de seus bens e serviços, de forma a garantir ganhos de produtividade e a redução de custos para competir no mercado.
Com a globalização, o e-commerce, ou comércio eletrônico, é uma das alternativas para tornar o negócio competitivo diante da concorrência e evidenciar diferencial de determinada marca no mercado. Com investimento a partir de R$ 3,5 mil é possÃvel montar um negócio virtual.
Dos produtos mais inusitados aos mais simples, a internet pode ser utilizada como uma rede de negócios online em que clientes buscam rapidez no serviço e segurança nas transações comerciais. Do outro lado, os comerciantes conectados se beneficiam da ausência de aluguel de espaço fÃsico e têm a possibilidade de fazer negócios em todo o PaÃs sem os limites regionais de uma loja convencional.
O baixo custo, tanto da fabricação quanto manutenção de uma loja virtual, avalia Thais Helena de Lima Nunes, consultora do Sebrae/RJ, são atrativos para os empresários. Há ainda a opção de utilizar o comércio eletrônico como braço da loja convencional, expandindo a área de atuação.
Pedro Luiz Roccato, diretor da Direct Channel, que desenvolve projetos e soluções especializadas para fabricantes, operadoras de telecomunicação, distribuidores e revendedores atuantes nos mercados de varejo, revela que o fracasso de algumas empresas no comércio eletrônico deve-se à falta de planejamento da operação.
Wilson Celeste é proprietário da Bit Cão, loja virtual que vende produtos para treinamento de cães. Embora sua base seja no Rio de Janeiro, o negócio possibilita que não haja limites na negociação de seus produtos em todo o Brasil. “Comercializo meus produtos do Acre ao Rio Grande do Sulâ€.
Em São Caetano do Sul, em São Paulo, a Giuliana Flores tem quatro lojas de rua. Contudo, não seria possÃvel entregar flores em mais de 1.100 cidades do Brasil caso não existisse a loja virtual. Segundo o diretor da empresa, Clóvis Souza, o comércio eletrônico permite que o cliente tenha a facilidade de poder comprar sem sair de casa e ainda ter a certeza de que está comprando em ambiente seguro.
“A loja virtual cresce a cada mês, sendo forte vertente da empresaâ€, revela o diretor. Uma das maiores preocupações e motivo de frustração dos clientes é quando o produto visualizado e comprado pela internet não é igual ao da foto mostrada na tela do computador. “Por isso, invisto em itens como embalagem de qualidadeâ€, explica.
No Rio de Janeiro, Bel Carvalho tem o mesmo cuidado que o diretor da Giuliana Flores. Ela é proprietária da Bel Trufas, que há 20 anos vende bolos, brownies ornamentados, e trufas. No entanto, somente há três anos a loja virtual está funcionando. Antes de fazer o site, a empresária já fazia contatos com seu mailing list por meio do e-card.
“O site é minha vitrineâ€, conta. “Não é preciso gastar em impostos e aluguel de uma loja fÃsica. Mas o gasto com o trabalho fotográfico é grande porque o cliente quer qualidade e um produto que seja igual ao mostrado na tela do computador.
E o que dizer de uma mercearia online? Na Vila Maria, em São Paulo, Edgar Pires é sócio proprietário da Mercearia Augusto Cesta Básica. Embora tenha a loja virtual há quatro anos, o meio eletrônico ainda não é o forte do empreendimento. “A vantagem do comércio eletrônico é o baixo custo. Há também a facilidade de um cliente de qualquer região do Brasil achar a mercearia em sites de busca.â€, aponta.
A Misty Line Cosméticos foi fundada em 1996 e tem sede no bairro da Moóca, em São Paulo. A empresa atua em todos os esta dos brasileiros graças à internet. “Com o site foi possÃvel expandir os negócios para todo Brasilâ€, revela Neide Santos, gerente da empresa.
Raio x do e-commerce
Loja de doces (virtual)
Investimento inicial: R$ 3,5 mil
Capital de giro: R$ 1 mil
Faturamento médio mensal: de R$ 3 mil a R$ 5 mil
Número de funcionários: 3
Tempo do retorno do investimento: 12 meses
Risco: médio. O investimento inicial não é alto, mas é necessário que haja carteira de clientes já definida.
Mercearia (virtual)
Investimento inicial: R$ 3 mil
Capital de giro: R$ 15 mil
Faturamento médio mensal: R$ 20 mil
Número de funcionários: 4
Tempo do retorno do investimento: 24 meses
Risco: médio. O investimento inicial não é alto, mas caso o negócio não seja associado a uma loja fÃsica a divulgação do empreendimento será mais difÃcil.
Loja de revelação de foto digital (virtual)
Investimento inicial: R$ 30 mil
Capital de giro: R$ 10 mil
Faturamento médio mensal: R$ 20 mil
Número de funcionários: 3
Tempo do retorno do investimento: 18 meses
Risco: médio. Os equipamentos para a revelação digital sã o caros.
Floricultura (virtual)
Investimento inicial: R$ 5 mil
Capital de giro: R$ 15 mil
Faturamento médio mensal: R$ 15 mil
Número de funcionários: 2
Tempo do retorno do investimento: 24 meses
Risco: médio. Fundamental no negócio é o contato direto com o fornecedor das flores e estar atento às datas comemorativas.
Loja de produtos para animais domésticos (virtual)
Investimento inicial: R$ 10 mil
Capital de giro: R$ 25 mil
Faturamento médio mensal: R$ 40 mil
Número de funcionários: 3
Tempo do retorno do investimento: 18 meses
Risco: médio. É importante que tanto a loja fÃsica quanto a virtual venda rações para animais domésticos para ampliar o mercado.
Loja de cosméticos (virtual)
Investimento inicial: R$ 10 mil
Capital de giro: R$ 25 mil
Faturamento médio mensal: R$ 35 mil
Número de funcionários: 3
Tempo do retorno do investimento: 24 meses
Risco: alto. Existem muitas marcas de cosméticos no mercado. A concorrência é grande.
Criado em: segunda-feira, 21, junho, 2010 às 6:28 pm
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