Comprar pela internet tem se tornado hábito cada vez mais comum entre os consumidores brasileiros. De acordo com estudo feito pelo e-Bit em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS), setor da Câmara-e.net, no mês de agosto, a aquisição de itens pela rede foi aprovada por 87,29% dos consumidores brasileiros que usaram a rede no período, desempenho superior ao registrado em julho (87,02%), que já havia sido o maior desde o início da realização da pesquisa, em janeiro deste ano.

O estudo foi feito com mais de 128 mil pessoas em mais de 1.800 lojas virtuais do Brasil entre os dias 1 e 31 de agosto. Os critérios avaliados foram facilidade para comprar, seleção de produtos, informação, navegação, entrega no prazo, qualidade dos produtos e do atendimento, política de privacidade e manuseio e envio dos artigos comercializados.

David Reck, diretor da Enken, agência especializada em comunicação digital, explica que há alguns passos para chegar ao sucesso ao abrir uma loja virtual. De acordo com o executivo é muito importante que o empresário defina seus objetivos e a estratégia que será adotada, definindo quais linhas de produtos irá trabalhar, volume de investimento, formas de divulgação, como será realizada a operação logística, que é um dos pontos mais importantes do e-commerce, área de atendimento, entre outros aspectos.

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As práticas de negociação do varejo tradicional estão em expansão entre as lojas virtuais como Extra.com.br e Lojas Colombo, que veem crescer o número de fornecedores que aderem às verbas de marketing cooperadas, transferindo uma parcela do investimento realizado nos pontos-de-venda para o ambiente virtual. As vantagens nas negociações chegam até os enxovais – remessas de produtos grátis dados pela indústria, como em abertura de lojas -, mas em menor proporção.

De acordo com Luiz Góes, sócio sênior da consultoria especializada em varejo GS&MD Gouvêa de Souza, o Magazine Luiza e a B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime) são exemplos de empresas que avançam nas estratégias de marketing realizadas com a indústria.

Na Lojas Colombo, a quarta maior rede de móveis e eletrodomésticos, o braço do comércio eletrônico (e-commerce) também tem se beneficiado de negociações com a indústria e atraído mais parcerias em comparação com as lojas físicas. A Sony, por exemplo, lançava produtos exclusivos nas lojas, mas optou por fazê-lo no site, comprando espaços por preços mais acessíveis.

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